Neste episódio, Fabiano “Prof.Nerd” Silveira, Daniel HDR, Ana Recalde, Ivo “o Hell” (do site MDM) e Rodjer Goulart conversam sobre um dos maiores clássicos das histórias em quadrinhos, BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS, obra que redefiniu o personagem na arte seqüencial, no trabalho de Frank Miller, Klaus Jason e Lynn Varley, publicada pela DC Comics em 1986.
O histórico da obra, os personagens, a trama, sua influência nos comics e porque esta mini-serie publicada originalmente em 1986 é considerada até hoje por fãs e crítica especializada a visão definitiva do Batman, mesmo entre tantas reformulações, reboots e versões alternativas.
E ainda:
- Como um desenho simples pode ser tão poderoso;
- Como comparar a mini-série “O Cavaleiro das Trevas” com uma namorada ninfomaníaca;
- Você imaginaria o Coringa chamando alguém de louco?
- Como o marrom-bosta valoriza uma bela seqüencia de ação?
- Batman seria um facista ou um anarquista em “O Cavaleiro das Trevas”?
- Como ficar orfã lendo Vertigo?
Baixe AQUI o Episódio 93, ou escute no nosso player abaixo!



Muito bom o cavaleiro das trevas, impossível existir alguém que não gostei.
Meu único problema é com o desenho mesmo. Acho que tem uns elefantismos foda na revista, mas isso não estraga.
Conheci o TDKR quando eu tinha 7 anos, odiei, era foda eu olhar as figurinhas do John” Braine” e ter aquele choque … foi um “estupro” praticamente, tanto que fiquei sem conseguir ler por um bom tempo essa revista… mas depois dos 14 anos, criei coragem e li de novo, era como ter o santo graal nas mãos, entendo a Aninha , é complicado mesmo ter lido uma obra daquela qualidade ,maturidade, e ver que aquilo é uma obra a parte.
O podcast foi foda mesmo, parabéns!
o que quis dizer com o comentario anterior que o que eu tinha de comparativo em arte grafica era a arte padrão do Byrne e o mesmo digo dos roteiros, é um choque mesmo, um comparativo legal seria estar acostumado a ver filmes tipo Michael Bay e de repente cair um OldBoy no seu colo…
Cara, eu lembro do meu primeiro contato com Quadrinho de verdade, eu era aquele clássico guri criado a leite com pera, e ovo maltino. E fazia curso de quadrinhos na época, e um dos professores chegou pra mim com Ronin, e eu não consegui ler por causa da arte, aquilo eu achava tosco, mas via todos que eu respeitava como desenhistas e entendedores de quadrinhos considerarem aquilo um clássico, então resolvi pegar e LER realmente aquilo, e então foi como meu cérebro abrisse no meio e eu começasse a entender sobre narrativa, e na sequencia peguei o Cavaleiro das Trevas, e li, reli, pra conseguir entender a revista. Acredito que após aquilo eu realmente comecei a entender e gostar de quadrinhos e ver a coisa com olhos de um adulto, e não mais aquela visão infantil de que tudo é lindo e tudo é certinho.
Parabéns ae pelo Cast Gurizada
Nos EUA estão fazendo um abaixo assinado para Mark Hamill dublar o coringa no desenho da Piada Mortal, que esta por vir. Nós fãs, deveríamos fazer um apelo para o grande Marcio Seixas dublar o Batman no desenho no Cavaleiro das Trevas.
Não tem ninguém melhor que o Seixas, tem um episódio da LJI chamado epilogo que mostra o Wayne “velhaco” ( como diz o Hell), e não tem como não remeter a obra do Frank Miller.
Conehci Cavaleiro das Trevas lá pelos 18 anos, creio eu. Na primeira vez que foi lançado aqui. Foi marcante sem dúvida. O podcast é muito bom. Não spu de escutar pod casts, mas como o Daniel coloca lá no facebook e eu fico curioso.
Pior que comprei o encadernado da Panini , versão definitiva de Cavaleiro das Trevas, MESMO tendo como “plus a mais” a merda de TDK2 !
Sou um verme mesmo….
fica de boa, eu tb comprei, mas tirando o TDKSA, a revista tá fodástica, foram as 70 dilmas mais bem investidas da vida!
Eu também comprei a versão definitiva da última semana da Panini.
Li tudo de bate-pronto, e apesar da arte extremamente “de qualquer jeito” de DK 2, até que não achei o roteiro tão porco quanto dizem… Exceto talvez pela revelação final com o Dick Grayson. Aquilo foi sofrível!
Quando não tá no MdM, o Hell até que fala algumas coisas coerentes (como a DC ser melhor do que a Marvel).
Conheci o cavaleiro das trevas em meados do anos 90, acho que em 97 ou foi 98, um amigo me emprestou o numero 1, da mini-série original da abril, tava até meio detonada, ai fui ler, pois tinha lido uma matéria dela na revista wizard(A unica fonte de informações de quadrinhos da época, que por sinal, tenho aqui até hoje todas as 14 edições lançada, nostalgia pura!) , li a edição e achei LEGAL, mas nunca me interessei pra ler o resto(mereço um desconto, era um adolescente fã do jim lee), até que um dia eu tava caçando alguma coisa numa banca qualquer, e me deparei com as edições jogadas lá num canto, todas as 4, e o melhor, tava barato pra caramba(certeza que o dono da banca não era nenhum grande conhecedor de hqs) e levei pra casa, terminei de ler, achei mais legal ainda, e joguei lá na minha coleção…mas como eu disse antes, eu era fã do jim lee, e acabei trocando as minhas edições, em um monte de coisa dos WILDCATS…eu sei eu sei eu sei, eu era um merda mesmo…hehe….mas agora é certeza que vou em busca dessa história!abração galera e parabéns pelo podcast!
Bom conheci TDK numa feira cultural da minha escola la no idos de 90, no primeiro momento não gostei muito do traço , porem a estoria foi outros quinheitos, acho que a melhor definição foi o que o Daniel HDR deu(ninfomaniaca), ja que o que eu sabia e vi do batman era so o desenho dos super amigos e o seriado da dec 70 que passava se não falha a memoria no SBT a tarde.
Tipo ver o batman naquele formato foi punk,
DC! DC! DC!
Cavaleiro das Trevas é uma das obras-primas da nona arte, sem sombra de dúvida, uma verdadeira desconstrução magistral dos quadrinhos na época junto com Watchmen, talvez de uma forma menos “datada” que a obra do Alan Moore.
Talvez muito da mística da obra tenha a ver com o fato de ter sido uma das primeiras a alcançar esse patamar, mas na minha opinião, é sim uma das melhores histórias de HQs da DC com o Batman lançadas no mundo ocidental feitas pelo Frank Miller com “Trevas” no título.
Muito bom o papo, parabéns aos Argonautas (e convidados).
Putz, achei que eu era o único que tinha notado a abundância de marrom cocô nessa obra.
Os Prof. Nerd PIRAAA!!!
Ainda não ouvi,mas este promete 8D
Eu curti que (pra época) o Frank Miller conseguiu empurrar goela abaixo o símbolo do morcego sem a elipse amarela sem desmerece-la. A ideia do alvo no peito é genial.
Não consigo ver tudo isso nessa obra.
Eu entendo que teve sua importância na época, mas DK possui muitos defeitos que não consigo engolir como leitor veterano de HQs. Como, por exemplo:
- O Batman soltando frases de efeito ao melhor estilo Stallone Cobra durante toda a HQ (não é a toa que é uma história dos anos 80…);
- Um novo robin sem treinamento (qual a grande função do robin nessa HQ? Não tem nada que o Batman não pudesse ter feito sozinho na história);
- Um Superman descaracterizado e sem desenvolvimento, colocado na HQ somente para criar um momento massaveio (“Noooossa, o Bats bateu no Superman!”);
- A agenda política já se mostrava presente nos roteiros do Frank Miller, com seu Batman fascista, onde sua moral estava acima de qualquer dúvida ou instituição humana.
Talvez um fator que tenha me influenciado negativamente foi o fato de ter lido Miracleman e Monstro do Pântano de Alan Moore antes. Eu esperava algo do mesmo nível ou até mais (pelo que me falavam os fãs do Batman…), mas saí decepcionado.
Mesmo assim eu entendo que DK foi uma HQ muito corajosa e importante para a indústria da época, mesmo com seus defeitos. Pra mim, a melhor obra do Batman escrita pelo Frank Miller continua sendo Batman – Ano Um, em que autor não se rende ao massaveísmo barato e se importa em escrever algo de qualidade.
A questão é que algo que várias pessoas dizem ser cult, ser “visionário” e irretocável, acaba ganhando esse status de perfeito, o que desencoraja qualquer um de dizer o contrário disso, mesmo que essa perfeição não seja uma verdade absoluta.
Tudo que você disse tem fundamento sim, mas aposto que nenhum dos casters iria levantar qualquer uma dessas questões pela aura de clássico inigualável que DKR acabou recebendo.
Buenas pessoal.
Queria agradecer a equipe da Dinamo e os demais convidados por terem abordado esse tema, que ao meu ver é sem sombra de dúvida uma questão muito importante, tanto para a trajetória do Batman, quanto para a noção geral de HQs. Bem colocado também que essa fase do Cavaleiro das Trevas, colocou um parâmetro diferente das Histórias em Quadrinhos, onde se nota mais a violência, insanidades e defeitos do próprio herói. Fiquei muito contente em ter acompanhado esse episódio, e confesso que dei risada pra cacete, principalmente com os comentários do Daniel HDR. E realmente Daniel, mesmo aquelas cores de marrom bosta, deixa muito legal a HQ. Eu sinceramente até tinha receio de comentar para amigos e colegas que por sinal também leram a HQ, justamente por me taxarem de exagerado em relação ao marrom bosta, BEM focado nas cenas de luta do morcego contra o líder mutante.
Mais uma vez agradeço pelo tema abordado e desejo sucesso para a equipe e os convidados.
Até.
Pessoalmente não gosto do cavaleiro das trevas, acho a história muito sem graça e previsivel. Alem disso como elemento de referencia ela destruiu quase toda a produção de quadrinhos do que vinha a seguir. Elevando herois violentos como mais “realistas” e mais “sombris” ela fez um desserviço ao genero.
Sem falar que tem a PIOR representação do super-homem já apresentada até hoje nos quadrinhos, o super seguer é um personagem é apenas uma arma com uma capa que o presidente usa contra o batman, sinceramente o homem de aço merecia mais respeito.
Pois é cara, essa representação do Superman me incomoda muito.
Transformar um personagem com mais de 60 anos de história, um ícone moderno, o primeiro super-herói das comics em um simples soldadinho passivo e covarde… Foi uma simplificação imbecil feita pelo Miller.
Superman é muito mais do que um ET tentando agradar os terráqueos malvados. Mas sabemos que o Miller fez isso pra ter aquela luta apelativa no final… Senão tiver uma luta massaveio, não é Miller.
Cavaleiro das Trevas é foda mesmo, impossível não gostar. É um exemplo de como a DC é 8 ou 80, tanto nos personagens quanto nas histórias. É uma editora que tem alguns dos personagens mais icônicos (alguns dos 7 principais da Liga da Justiça) e depois no resto do universo só vem um monte de bucha. Suas histórias também, tem os maiores clássicos como CdT e Watchmen, mas via de regra só produz material fraco, tanto que faz um reboot de tempos em tempos.
Sobre a representação do Super, entendo que fãs não tenham gostado, mas é uma interpretação do artista que de modo algum deturpou o personagem, apenas intensificou as características que lhe eram mais úteis para contar a história que ele queria. O Super é apenas um coadjuvante nesta história que é em sua totalidade sobre o Batman, não sobre o universo da DC. Cada elemento está ali para que sirva de contraponto ao Homem Morcego. Além do mais a história se passa em futuro alternativo, após as décadas que se passaram com acontecimentos tão sombrios, o Super pode ter se tornado aquela pessoa, como poderia ter sido diferente, é tudo interpretação do Frank Miller.
Sobre a parte que vcs dizem que o Batman matou o Coringa, eu até fui ver de novo a revista pra ver se não estava louco, mas o Batman NÃO matou o Coringa. Ele torceu o pescoço até deixá-lo paraplégico, mas hesitou no final. O próprio Coringa diz que não acredita que ele não teve colhões pra fazer isso, que o momento ia ser perfeito, mas foda-se ninguém ia saber a verdade, que o Batman arregou, aí ele com um último esforço se contorce pra arrebentar o que sobrou de espinha e se mata para culpar o Batman.
Ae, Hell, ta caducando, hein?
Valeu, Leonardo!
Era isso que eu ia comentar, mas acabei não conseguindo falar… :-p Valeu, Leonardo!!!
Afinal, o que faz uma HQ comum ou uma Graphic Novel se tornar um clássico?
Pelo que o pessoal debateu no Podcast, basta que ela tenha sido escrita por Alan Moore ou Frank Miller no final dos anos 80, certo?
Discordo que a Marvel não tenha clássicos. A questão é que a editora nunca pensou em lançar suas melhores histórias em formato de Graphic Novel, como por exemplo A Queda de Murdock, que no Brasil primeiro saiu pasteurizada na revistinha Superaventuras Marvel e só depois ganhou seu volume encadernado.
A Queda de Murdock pode sim ser considerada um clássico da Marvel, e mesmo o Hell, que adora causar uma polêmica falando que a DC é melhor do que a Marvel já concordou com isso, que Miller estava no auge de sua criatividade quando concebeu essa história.
Pra sair do clichê Miller/Moore, também acho que algumas histórias do Homem Aranha merecem seu destaque como a Morte da Capitã Jean DeWolff, que é um dos trillers policiais mais fodas que já vi com o personagem, escrita pelo “humilde” Peter David.
Se essa história tivesse sido publicada em formato de Graphic Novel ela seria um clássico?
“Não. Não foi feita pelo Miller ou pelo Alan Moore no final dos anos 80″, diriam os casters?
Outra revista que acho um clássico é até mais recente, Guerra Civil. Todo entendido de quadrinhos admite que foi uma das melhores coisas que já foi publicada pela Marvel nos últimos tempos. Tem conflitos de ideiais, levanta questões pertinentes também ao mundo real e tem porradaria entre heróis. Exatamente os mesmos elementos que Miller insere em Dark Knight. Aliás, esses conceitos também são encontrados em A Morte da Capitã Jean DeWolff.
Ser ou não um clássico não podia ser resumido apenas ao hype criado sobre a obra. Concordo que Watchmen e Dark Knight são excelentes histórias, mas as edições da Marvel que eu citei me causaram a mesma euforia que ambas, e não as vejo em menor escala que as da DC.
Pod fantástico,falaram de todas as partes fodas deste incrível hq.
Pessoas, conheci o ARG por causa deste episódio sensacional.
Como passei minha infância nos anos 90, só fui conhecer TDK em março de 2002 quando a Abril lançou duas edições da revista, ambas com o Bat saltando e um raio passando atrás, porém antes já tinha ouvido/visto coisas sobre a Graphic. O meu ímpeto também me levou a comprar a TDK2 – o que não me orgulho até hoje.
Achei o cast muito bem comentado, com assuntos relevantes e ainda por cima muito divertido. Garantiram mais um ouvinte, mas não daqueles que fazem maratona, ainda sim, merecem o comentário ;D