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Dica de compra: PES 2012

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Meus caros amigos, após um breve período de ausência, cá estou de volta ao ARG. Aproveitando então que estamos numa época de final de ano, com muitos produtos em promoção e pessoas desesperadas por presentes de natal e ano novo, venhos lhes dar uma dica de jogo que acho que vale o investimento.

Há algum tempo postei uma resenha sobre talvez a maior rivalidade do mundo dos games, FIFA x PES. Eu disse que tradicionalmente preferi investir no FIFA, mas que estava em dúvida sobre comprar o desse ano, pois não vinha observando grandes mudanças nas edições anteriores e imaginei que aconteceria o mesmo agora. No fim das contas, acabei comprando o PES, principalmente pelas competições que ele tem exclusividade (Libertadores e Champions League), e pra dar uma diversificada. E garanto pra vocês, foi uma excelente escolha.

No mundo, as vendas do FIFA 12 estão muito superiores as do seu rival. Parece que na Inglaterra FIFA vendeu 25 vezes mais. Só que há uma explicação muito simples para isso: O maior trunfo do FIFA é o grande número de times licenciados. Na Inglaterra, são todos os das 3 primeiras divisões. Já no PES, só os grandes são licenciados, e na Inglaterra quase nenhum time.

Não podemos considerar as vendas como o único critério de avaliação. Depois de jogar os dois por bastante tempo, para mim ficou claro que PES 12 é muito melhor que FIFA 12. A jogabilidade é o que mais se destaca, na minha opinião, pois no jogo da Konami ela é muito mais real, enquanto no fifa os movimentos são muito previsíveis, e muito mais “robotizados”.

Mas acho que o maior trunfo do PES são as ligas licenciadas. A ideia de ter a Champions League é fantástica, e eles exploram a marca até nos mínimos detalhes. E para quem é fã de futebol local tem também a Libertadores, que por “sorte” inclui Inter e Grêmio, então dá pra jogar aquele grenalzinho também.

Por fim, o PES é mais barato para Consoles, então, se você quiser investir em jogos de futebol nesse final de ano, siga essa dica e compre o PES.

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As HQs como parte da Humanidade

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Desde o inicio dos tempos o homem com o poder da imaginação, vem desenvolvendo, em sua própria Mente, Histórias sobre Heróis capazes de feitos que beiram o inacreditável. Heróis capazes de proezas épicas que incluem: matar monstros de sete cabeças, caçar muitos animais para alimentar uma tribo inteira, desafiar os mortos em busca de um ente querido.

Esse mesmo homem também criou um meio de passar para os demais de sua espécie a originalidade de sua história. Com o advento da Linguagem, o homem agora poderia contar a seus irmãos como se desenvolve a saga de seu próprio herói.

Ao se acender uma fogueira, tinha-se ali o riscar de fósforo para a aventura começar. O humano primitivo agora conta, em meio às labaredas, uma jornada que transcende da sua mente para a Imaginação de seus ouvintes. Usando a Linguagem e a, embora precária, Narrativa, ele criava imagens mentais de fatos de um mesmo personagem que o tornaria cada vez mais ligado com a realidade.

A aceitação do público fez com que, cada vez mais, o homem contasse a mesma história ouvida na última fogueira. De pessoa a pessoa, de uma família a família, de uma tribo a tribo. Era dada cada vez mais importância aos acontecimentos de uma determinada história, levando o nosso contador a passar para a próxima geração quais eram os tais feitos de seu herói de fogueira. Deste modo nasceu a escrita em cavernas.

Através de desenhos de parede, os narradores, agora contavam seus mitos que seriam reinterpretados por seus demais – em sua comunidade ou em milhares de anos no futuro.  Essa, talvez fosse, a primeira vez que fora usado o desenho para se criar uma história. Mas, um mero rabisco rupestre não diria muita coisa a alguém, a menos que se inclua narração e palavras em cada imagem. Nascia, assim, o desenho que ilustrava uma narrativa.

Esse modo de contar histórias tornou-se um sucesso. Qualquer espectador agora tinha uma imagem um pouco mais palpável do épico narrado. De uma caverna a outra, de uma região a outra, o desenho narrativo transcendia qualquer reino, qualquer tempo, criando estilo que levaram o homem a criar seus próprios meios de desenhar, narrar e interpretar suas Aventuras.

Dizem ter começado pelos antigos babilônicos, onde os muros de da cidade de Ur traziam jornadas inteiras de Reis Heróis capazes de terem o amor de deuses ou enfrentarem o próprio dilúvio. A famosa epopéia de Gilgamesh – o talvez primeiro Herói mitológico – está totalmente gravada “cuneiformemente“ nestas paredes. As paredes da Babilônia deram origem a Arte Sequencial.

Da Babilônia para as margens do Nilo, onde os desenhos narravam os mitos dos próprios deuses. Toda a classe nobre e sacerdotal do Egito usava os Hieróglifos (imagens no papel ou papiro) para obter e passar informações sobre ritos religiosos, modos de comportamento do faraó, fatos históricos.

O desenho não só contava histórias, como também ditava a cultura de uma das mais prósperas civilizações do mundo antigo. Ele fazia parte do cotidiano de todos.

Tão poderosa é a história narrada com desenhos que tal costume chegara até os dias modernos, nossos próprios mitos de nossos próprios tempos são narrados usando textos e imagens, deuses dão lugar para Homens com super força, Homens destemidos como Odisseu passam a ser vigilantes com trajes de morcego, deusas do mundo antigo recebem vestes modernas.

Claro, amigo leitor que você já deve ter “sacado” que é de Histórias em Quadrinhos de que iremos falar neste artigo.

Tão poderosa é essa forma de narração que, desde a década de 80, sabe-se através de estudos do Pentágono que a narrativa em quadrinhos é a melhor maneira para se compreender e reter informações. Palavras trabalhando com o lado esquerdo de nosso cérebro e a arte seqüencial interagindo com o lado direito, que é pouco racional, sendo pré-verbal. Ou seja, durante uma leitura de quadrinhos estamos colocando os dois lados do cérebro para trabalhar.

Com capacidade Dualcore de processamento acredita-se que o leitor freqüente possa ser capaz de ativar entre 20 e 30 porcento da capacidade cerebral. Essa teoria não é um fato concreto, de modo que é apenas uma especulação de uma entidade governamental de um país que “não dá muita importância” ao assunto. Não é mesmo?

Com base de todas estas informações, chego ao ponto de que o quadrinho não apenas é uma das melhores maneiras de se contar uma história (tanto que influencia até mesmo a grande mídia de massa, com filmes campeões de bilheteria) como também um hábito comum a humanidade. De tal forma que cada país tem seus próprios meios de trabalhar desenhos e narrações. Isso sem contar que em cada período de nossa história como seres deste planeta tivemos formas diferentes de ilustrar nossa mitologia. O que os Gregos faziam em vasos ou os egípcios em papiro, nós fazemos hoje dentro de quadrados com balões (sejam eles impressos ou digitais).

Sabem quem mais utiliza o método palavras e imagens para difundir informação? A mídia impressa; jornais e revistas todos se apropriando de métodos que o homo sapiens já conhecia a muito tempo.

Assim, o gibi, tal como a narrativa em desenhos do passado, trás temas que envolvem públicos específicos. Temos histórias destinadas a pessoas bem instruídas, histórias que fisgam adolescentes, história para o público infantil; a arte seqüencial é uma Linguagem Universal não tendo idade para se perder o interesse por sua apreciação e merecendo muito mais respeito do que ele realmente tem hoje em dia. Ora, se os povos antigos (e até mesmo homens das cavernas) valorizavam desenhos com narração, o que dizer de nós Homens Modernos.

Ref. Bibliográfica

As Obras que me inspiram a escrever esse post foram:

MOORE, Alan – Promethea

CAMPBELL, Joseph – O Herói de Mil Faces

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A Feira do Gibi do Mercado

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“As raridades no primeiro dia da feira já se vão todas. São muitos procurando desenhos de Alex Ross, roteiros do Frank Miller, Elektra, coisas muito procuradas pelo pessoal.”

- Paulo Tortorelli, Funcionário do estado e Feirante.

Essa é uma dica que poderá agradar ao fã de quadrinhos de Porto Alegre e Região. O Mercado Público da Capital dos Gaúchos também tem a sua Feira do Gibi.

Isso mesmo, uma idéia interessante para o colecionador de quadrinhos na procura de títulos antigos ou já há muito fora de publicação.

Foi no ano de 2005 que a feira fora “oficializada” (embora já existisse desde 2003) e o Mercado é a sede deste evento que reúne feirantes e donos de sebos/briques para fazer uma das coisas mais divertidas em matéria de HQ: vender, comprar e trocar revistas.

Muito mais do que um sebo, a feira reúne fiéis que estão todos os meses com suas coleções para trabalhar apenas com revista em quadrinhos (ou banda desenhada em terras lusitanas); encontra-se na feira desde colecionadores de longa data (como é o caso do expositor Vanderlen Amaral da Costa que trabalha com gibi desde os anos 40) até gente nova, com uma coletânea ainda no começo – passando por expositores do interior do RS e os, talvez conhecidos, Feirantes do Brique da Rendenção.

A procura por material antigo como Recruta Zero, Spirit e Garfield é bem comum, porém, os comerciantes também se preocupam em manter nos seus stands, materiais mais populares como Tex (título pelo qual meu vovô é fanboy, junto co Conan) e as procuradas Graphic Novels que, como bem sabemos, tem um certo apreço pelo público adulto.

Claro que assim, o leitor esperto já perceberá que o objetivo da feira é atingir um público variado (crianças, nerds, tiozinhos do churrasco, colecionadores compulsivos, porto alegrenses, o pessoal da região e do interior, kobolds…), além de procurar reunir títulos raros e incentivar os mais novos a ler e cuidar bem de suas revistas.

A Feira do Gibi do Mercado Público de Porto Alegre se dá no 1º sábado de cada mês e em cada semestre é feita uma feira maior com duração de uma semana inteira. Sempre no 2º piso do local.

Para quem ainda não se interessou pelo evento, como incentivo, gostaria de dizer que eu encontrei minha coleção de Victory (Marcelo Cassaro) na feira.

E se isso não basta, foi lá que eu achei Hitman #1 até #13 (coleção completa lançada aqui pela Brainstore, em 2003) e a aclamada Reino de Amanhã… isso mesmo caro amigo, Alex Ross total!!

Então, fica a dica… Nos vemos, no local, comprando gibi usado?

Fonte de Pesquisa: Jornal do Mercado

 

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FIFA ou PES?

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Com o lançamento dos novos jogos das mais famosas franquias de futebol, ressurge uma das dúvidas que mais atormenta os gamers atualmente: Qual jogo é melhor, FIFA ou PES?

Nas versões 2012, cada jogo melhorou em alguns aspectos importantes. No FIFA, é possível notar que o jogo ficou mais cadenciado, lento, o que o torna mais real. Já a Konami trabalhou muito em cima da jogabilidade e da inteligência artificial no PES, usando muito a opinião dos gamers para realizar as mudanças.

Fora da questão técnica, FIFA continua tendo a maior quantidade de times oficiais, com um número muito maior de ligas que seu adversário. Por outro lado, PES conta com a exclusividade da Champions League e da Copa Libertadores, o que é um trunfo enorme, pois lhe garante a exclusividade de muitos times importantes do Brasil, como Inter e Grêmio, que no FIFA são apenas I. Porto Alegre e G. Porto Alegre.

O duelo entre as duas franquias continua intenso, e a tendência é para que esse ano os gamers continuem com suas preferências, pois não houveram mudanças drásticas nos jogos que possam fazer os fãs trocarem de jogo. Vale citar que a Konami investiu em Neymar como capa da versão americana do game, como prova da ambição de conquistar cada vez mais fãs brasileiros.

Eu, como nos últimos anos, prefiro investir no FIFA, principalmente pela maior quantidade de equipes. Mas qual a opinião de vocês, argonautas?

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Depois de: ACTION COMICS #1

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O surgimento de Superman, em 1939, foi sem dúvida um marco na história das histórias em quadrinhos. Através de seus criadores, Jerry Siegel e Joe Shuster, os então leitores de simples histórias de aventura e mistério, além dos já fãs de ficção científica, viram o nascimento do primeiro super-herói (como conhecemos). Nas páginas de Action Comics, publicado pela DC Comics (que na época chamava-se National Periodical Publications), a primeira aprição do Homem de Aço marcou uma geração, e influenciou tantas outras, sendo este personagem um sinônimo do gênero. E na capa de Action Comics #1, o desenhista Joe Shuster apresenta seu personagem levantando um carro, perante o espanto e panico das pessoas à sua volta.

Este momento foi referenciado por outras publicações e artistas.  Veja abaixo as imagens DEPOIS DE: Action Comics #1.

 

 

 

 

 

 

 

Ironicamente, um outro super-ser criado perante o impacto cultural e mercadológico que Superman teve no meio editorial, gerou evidentes comparativos com o Homem de Aço, e a editora do Superman processou este concorrente direto, por semelhanças estéticas e de temática. Mesmo alegando o contrário, a Fawcett Comics viu-se obrigada a suspender a publicação de seu campeão de vendas até então, o Capitão Marvel, que tinha popularidade entre os leitores na época nivelada à de Superman. . Se Capitão Marvel foi um plágio ou não do Homem de Aço, muitos discutem até hoje, mas que a capa de sua estréia (Whiz Comics #1)parece uma referencia direta à capa de Action Comics #1, realmente parece.

 

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Meu Lanterna Favorito: Hal Jordan

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Fabio Yabu é conhecido por muitos como escritor e criador das conhecidas Princesinhas do Mar, ou foi a mente inventiva que fez uma das primeiras animações/webcomics brasilerias, os Combo Rangers. Mas o que alguns não sabem é que Yabu é um grande fã da mitologia em torno do personagem Lanterna Verde.

Atendendo ao pedido do Dinamo Studio, Fabio Yabu gentilmente redigiu algumas linhas comentando como conheceu o gladiador esmeralda, e como sua paixão pela Tropa dos Lanternas Verdes fortaleceu-se e se refletiu em seu trabalho como autor.

Como muitos da minha geração, meu primeiro contato com a rica mitologia da Tropa dos Lanternas Verdes foi através do desenho dos Superamigos, que descrevia Hal Jordan como “o segundo integrante mais poderoso da equipe”, perdendo apenas para o Super-Homem. Mesmo não sendo o grande maioral, ele sempre foi o meu herói favorito, e me acompanha até hoje.

O que mais gosto no Lanterna Verde é o conceito de que ele é parte de algo muito maior, uma tropa com seres vindos de todos os cantos do universo, em seus mais diferentes visuais e tamanhos, todos guerreiros valiosos e com a capacidade de sobrepujar o medo.

Mesmo com os altos e baixos ao longo de 70 anos de publicação, o personagem sempre deu origem a histórias fascinantes, como a fase de Alan Moore, em que conhecemos Mogo e Rot Lop Fan, as aventuras com crítica social ao lado do Arqueiro Verde na década de 70 e, mais recentemente, o renascimento do personagem nas mãos de Geoff Johns, que introduziu as tropas das outras cores.

Graças a ele, o Lanterna Verde hoje tem um grande destaque dentro do UDC, equiparando-se lado a lado com a trindade “Super-Homem/Mulher-Maravilha/Batman”.

Fabio Yabu – Escritor e apaixonado por HQS, no dia mais claro ou na noite mais densa.

Lembrando que Fábio Yabu estará no Rio Grande do Sul como um dos convidados do Multiverso Comicon, evento que ocorrerá dias 17 e 18 de setembro, com patrocinado do Dinamo Studio!

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Lanterna Verde: os visuais dos OUTROS do setor 2814

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Que o Lanterna Verde dos cinemas é Hal Jordan, todos sabem. Que no desenho animado, o Lanterna Verde éra John Stewart, muitos que acompanharam a série animada da Liga da Justiça também lembram. E na série animada de Superman, o Lanterna Verde éra Kyle Rayner. Mas alguns já ouviram falar de um tal Guy Gardner… 

PÁRA TUDO! Pára tudo! Quantos Lanternas Verdes terráqueos são, afinal?
Não é 1 Lanterna por setor?

Pois é, caro leitor, além de Hal Jordan, o setor 2814 (que engloba nosso planeta), tem mais 3 Lanternas Verdes. Confira abaixo quem são e quais foram os visuais dos outros Gladiadores Esmeraldas, e veja o quanto alguns deles passaram por poucas e boas no conturbado mundo do “não sei o que fazer mais com o personagem”.

Guy Gardner

Silver Age: O uniforme que Guy Usa em sua estreia, em Green Lantern #59 (1968), criado por GIL KANE. Guy foi a primeira escolha do Anel Energético, no momento que o moribundo Abin Sur incumbe o artefato de buscar seu sucessor. Gardner recusou em primeiro momento, mas chegou a usa-lo, e confrontou Hal Jordan. Alias, o conflito de opiniões entre Gardner e Jordan passou a ser uma constante na dinâmica entre os dois personagens.

Sleeveless vest: Mostrada pela primeira vez em Green Lantern #196 (1986) foi apresentada depois da saga Crise nas Infinita Terras, JOE STATON re-apresenta Gardner, que é convocado pelos Guardiões, a integrar a Tropa dos Lanternas Verdes, usando um colete sem mangas e gola como seu uniforme de Lanterna Verde. Uniforme que o acompanhou inclusive quando o personagem fez parte da Liga da Justiça Internacional, no início dos anos 90.

Yellow Ring: Guy Gardner ganha sua primeira série própria, e ja em GUY GARDNER Vol 1 # 1 (1992) Guy ostentando uma jaqueta de couro num visual meio cowboy/motoqueiro (quase que o visual anterior, só que mais proximo de roupas normais) e, em vez do logotipo Lanterna Verde, ele tem um especializado "G" no peito, em design criado por JOE STATON. Nesta fase, Guy deixa a Tropa dos Lanternas Verdes, depois de perder uma briga com Hal Jordan. Ele agora usa um anel amarelo que ele recebeu da cripta de Sinestro (Siim, Sinestro estava morto... não estranhe, se vc realmente le quadrinhos de super-heróis , sabe que os vilões também vem e vão.

Warrior: GUY GARDNER Vol 1 # 17 (1994) Este visual durou praticamente uma edição, devido aos eventos apresentados na saga do Lanterna verde Crepúsculo Esmeralda. O anel energético de Guy apresentou problemas, deixando-o sem utilidade e sem energia. Sem o uso do anel, Gardner decidiu adotar uma nova identidade, chamada Guerreiro (Warrior), com design de MICH BYRD, muito alusivo ao criado por Joe Staton em 1992.

Warrior Booster: Em GUY GARDNER Vol 1 # 18 (1994) GUY GARDNER sem o poder de seu anel, pediu ajuda ao seu colega Besouro Azul, que desenvolveu, baseando-se em um projeto do traje do Gladiador Dourado para criar um exo-esqueleto o qual Gardner passou a usar como traje de combate. Design de MITCH BYRD.

Indiana Gardner: Se você acha que a armadura estava esquisita, olhe isso agora... Em GUY GARDNER Vol 1 # 22 (1994), a armadura foi destruída lutando contra um enlouquecido Hal Jordan e Gardner perde um olho no combate. Depois do ocorrido, Guy saiu na busca de poder, envolvendo-se numa expedição na Amazônia na busca do cálice da Água Guerreira. Indiana Jones com Nick Fury, no desig de MITCH BYRD... E, logicamente, na cabeça do roteirista, Dinossauros ainda andam sobre a Terra, e o que é pior... na Floresta Amazônica.

Vuldarian Warrior: Com o sucesso de sua busca pelo Cálice da Água Guerreira, ao bebe-la estranhamente ativa um misterioso DNA alienígena que foi implantado em sua linhagem um milênio atrás por uma raça viajante espacial chamado Vuldarians (novamente este fazer ouro comics), descobrindo novos poderes, o que lhe permitiria retomar seu papel como um super-herói, mantendo a identidade de Warrior. Essa presepada toda foi apresentada em GUY GARDNER WARRIOR Vol 1 #25 (1994), e o design é do artista MITCH BYRD.

Gal Gardner: Você já está com pena do personagem? Não, calma... tem mais... em GUY GARDNER Warrior Vol 1 # 42 (1996), a revista do personagem estava a poucos números de terminar, então os editores pensaram: "já que é pra terminar, vamos tentar de tudo... vai que da certo"! E Guy Gardner, o valentão, é trasformado em uma MULHER, com design e traço do brasileiro MARCELO CAMPOS! O ocorrido durou apenas uma edição, e foi obra do vilão Dementor, e Gardner voltou a sua forma normal (se é que aquela versão apresentada anteriormente é o seu "normal"), e então a revista foi cancelada e o personagem entrou no vácuo.

Back in the Corps: Na mini-série GREEN LANTERN: Rebirth #1 (2005), Geoff Johns retomou varios conceitos do Lanterna Verde, bem como o resgate de alguns personagens do histórico do personagem. Nesta miniserie, O DN Vuldariano de Guy é sobrepujado pelo seu DNA humano após a entidade Paralaxx possuir Gardner e outros Lanternas Verdes. Após a derrota de Paralaxx, vemos Gardner voltar à Tropa dos Lanternas Verdes como um dos oficiais do alto escalão, com o visual criado por Joe Staton em 1985.

Rage Lantern: Visual criado por Patrick Gleason, em Green Lantern Corps: Blackest Night #43 (2010). Ao presenciar a morte de companheiros Lanternas Verdes durante a saga A Noite Mais Densa, Gardner é levado ai sentimento de intensa raiva, tornando-o usuarios apto a um dos aneis energéticos da Tropa dos Lanternas Vermelhos, o que o transformou no Red Lantern do Setor 2814. Agora, Gardner tem o poder de ambos anéis. Sua transformação não foi tão longa ou permanente, mas na saga Guerra dos Lanternas Verdes, Gardner usou o poder dos red Lanterns mais uma vez.

John Stewart

Silver Age: Em sua estréia (Green Lantern - vol 2- #87), John Stewart substituiu emergencialmente Hal Jordan, e como o ocorrido com Guy Gardner, ele teve como seu primeiro uniforme o visual Silver Age criado por Gil Kane.

Odissey: Na mini-série COSMIC ODISSEY (1988), escrita por Jim Starlin e ilustrada pelo então novato MIKE MIGNOLA (que criou o design deste uniforme), John Stewart comente o erro de presumir que o seu anel energetico conseguiria desarmar facilmente uma bomba que destruiria um planeta inteiro. Ele conseguiria desarmar a bomba, se ela não fosse amarela, e neste período, os anéis energéticos dos Lanternas Verdes tinham fraqueza à cor amarela. Mignola criou para a mini-série um visual diferente do habitual Silver Age (que já vinha sendo usado por Jordan), mostrando o simbolo da tropa mesclado com o detalhe verde no tronco, mas com a paleta de cores do uniforme classico mantida. John Stewart, novamente, sem máscara, o que se tornou uma constante tanto nele quanto em Guy Gardner.

Darkstar suit: Com o evento Crepúsculo Esmeralda, que gerou a então morte de Hal Jordan e o fim da Tropa dos Lanternas Verdes, uma nova força policial intergalática instaurou-se, os Darkstars, que contavam no seu front, com os poucos remanescentes da tropa, entre eles, John Stewart. Com visual criado por TRAVIS CHAREST, o visual dos Darkstars lembrava em muito o de cavaleiros da Guarda Imperial Inglesa, mas logicamente, futurista, e, nota-se, sem nada de "verde".

Rebirth: Em GREEN LANTERN: Rebirth (2006), Geoff Johns e Ethan Van Sciver trabalharam o retorno de Hal Jordan, bem como a retomada dos conceitos iniciais de Guy Gardner e John Stewart. Curiosamente, este visual de Stewart não foi criado por Sciver, e muito menos para os quadrinhos... Anos antes, BRUCE TIMM elaborou uma nova série de animação para a LIGA DA JUSTIÇA, que tinah em sua formação o Lanterna Verde John Stewart. Neste periodo, devido ao grande sucesso da animação, nunca John Stewart alcançou uma popularidade gigantesca entre os fãs de quadrinhos e o publico comum, o que o trouxe com grande força ao Universo DC e ao seu papel como Lanterna Verde, sendo integrante da Liga também nos quadrinhos. O visual lembra o minimalismo criado por Mignola, porém ao extremo, tendo a area verde resumida aos ombs e torax, manoplas verdes ao invés de luvas brancas, e o restante extremamente simples.

Indigo: Na saga WAR OF GREEN LANTERNS, os Lanternas Verdes Humanos são obrigados a usarem anéis energéticos de outras tropas, e Stewart acaba usando o anel da Tropa Indigo, e o visual (criado por BRATT e apresentado pela primeira vez em Green Lantern Corps -Vol02- #59) por acaba remetendo ao seu passado militar.

Kyle Rainer

Modern Silver Age: Com Hal Jordan fora de controle, o unico Guardião dos Lanternas Verdes ainda vivo trata de recrutar um novo Lanterna Verde humano, e acha o desenhista Kyle Rayner, em GREEN LANTERN (Vol 2) 50. Na edição, DARRYL BANKS apresenta Rayner com o classico visual Silver Age, criado por Gil Kane.

Modular Mark: Em GREEN LANTERN (Vol 2) 51, DARRYL BANKS mostra Kyle com seu visual proprio, usando as core peculiares do traje classico dos Lanternas Verdes, porém com manoplas e luvas/joelheiras com aparencia metálica, e o emblema em design de contraste grafico com fundo branco. Mas o marcante deste visual criado pro Banks foi o re-design da máscara do personagem, mais futurista e cobrindo mais a face de Rayner.

Ion: Em Green Lantern (Vol. 3) #145, o artista DALE EAGLESHAW desenvolve um novo visual para Kyle, marcando a mudança de status do mesmo, quando o personagem toma contato com ION< a força máxima que gera a energia dos anéis dos Lanternas. Em visual semelhante ao de Banks, mas com maiores areas claras, e a mudança do emblematico escudo dos Lanternas.

Black/Green leather: Criado por DALE EAGLESHAW, e apresentado em Green Lantern (Vol. 3) #150, Kyle ganha um novo visual, após voltar a usar o anel energético dos Lanternas Verdes e deixar de ser o portador do poder de ION. O visual remete ao visual clássico de Kane, porem com mais detalhes de relevo ao longo das pernas, braços e botas, o logo modernizado, e a mascara simplificada.

Ion reborn: Em Infinite Crisis Special - Rann/Thanagar War, o brasileiro IVAN REIS apresenta Rayner novamente como ION, desta vez unindo sua essência ao poder de sua falecida namorada, Jade, que morre em batalha. Sendo ION uma entidade de energia cosmica, o visual criado por Reis mescla elementos do visual anterior, porem tendo um detalhe abstrato nas areas com sombras, mesclando a figura do personagem a estrelas que dão a idéia de que Kyle contem um universo em seu poder.

 

Modular mask variant: Em Green Lantern (Vol. 4) #24, Rayner é re-apresentado como Lanterna, agora sendo um dos guardas de elite da nova Tropa, que tem Gardner e Stewart como colegas. Este novo visual, criado por Patrick Gleason, mistura os visuais criados por Darril Banks e Dale Eagleshaw. E o retorno da máscara modular, que tornou-se marca registrada de Rayner.

Blue Lantern: Na saga War Of Green Lanterns, o desenhista BRATT apresenta os lanternas humanos usando anéis energéticos de outras Tropas de Lanternas. E Kyle usa o anel dos Lanternas Azuis, como mostrado em Green Lantern Corps (Vol. 2) #59.

E por enquanto termina aqui… mas sem esquecer que tudo começou em Julho de 1940, através de Bill Finger e Martin Nodell…

Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde, que tinha também um anel que lhe concedia poderes, porem, de ordem mística, e não alienígena, como foi implementado na reformulação do personagem nos anos 50.

 

 

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Lanterna Verde: os visuais do Gladiador Esmeralda

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O Lanterna Verde sempre foi um personagem que passou desapercebido ao grande público o qual não lê quadrinhos habitualmente. Nos últimos anos, sua importância dentro da sua editora, a DC Comics, ganhou proporções à ponto do personagem receber o voto de investimento no recente filme, que estréia aqui no Brasil nesta semana.

Tal qual a maiora dos icônicos personagens da DC Comics, seu surgimento vêm da Era de Ouro das Histórias em Quadrinhos, e quando a DC resolveu reformular alguns de seus personagens (na conhecida Era de Prata das HQS, o Lanterna Verde foi um dos beneficiados neste período). Veja aqui os diversos visuais do Lanterna Verde, e note que nem sempre ele apareceu… Verde.

Silver Age: Em Showcase #22 (1959), a DC Comics re-apresenta seu personagem, oriundo das publicações da editora nos anos 40, agora com uma abordagem levando o personagem e suas origens à ficção científica. O artista GIL KANE foi responsável por este design do novo Lanterna Verde, que tinha agora a identidade de Hal Jordan. No design desta roupa, a capa e as cores claras do antigo lanterna verde Alan Scott dão lugar ao preto e a evidencia da cor verde (ironicamente apresentada de forma discreta na primeira encarnação do personagem).

Modern Silver Age: Gil Kane apresentou em Green Lantern 37 (1959) uma variação do traje que criou edições antes. Agora com cortes mais diagonais da area verde junto ao tronco, e com a mesma area cobrindo os ombros. Tornou-se o visual decorrente do personagem durante décadas, sem alterações profundas.

Paralaxx: Em Green Lantern (Vol 2) 50 (1994), Ron Marz e Darryl Banks iniciaram a saga que levou Hal Jordan a insanidade. Em "Crepúsculo Esmeralda", Jordan torna-se vilão, mata diversos colegas da Tropa dos Lanternas Verdes e apodera-se de seus anéis energéticos, adotando a identidade de PARALAXX. No visual de Paralaxx, DARRYL BANKS usou a mesma paleta de cores do uniforme clássico criado por Gil Kane, porem, com variações como colete metálico, bem como placas nas pernas e braços, e posteriormente uma capa.

The Spectre: Day of Judgment #5 (1999) foi a estréia de Hal Jordan, o Lanterna Verde, de um modo inesperado. Tendo sido substituído por outro humano na função de Lanterna Verde (Kyle Rainer), Jordan apos enlouquecer como Paralaxx, foi morto, e sua alma acabou sendo transformada na entidade mistica do universo DC conhecida como ESPECTRO, o espirito de vingança. O visual criado pelo artista MATT SMITH em muito remete ao visual de Kane, adequando-se às cores nas quais o Espectro é representado na DC (o personagem Espectro casualmente tambem tinha verde e branco em sua paleta de cores).

Rebirth: Green Lantern Rebirth #1 (2004) marcou a retomada de Hal Jordan como Lanterna Verde. Escrita por Geoff Johns, confesso fã do personagem da Era de Prata da DC Comics, a mini-série mostra Hal Jordan voltando dos mortos, e procurando o perdão de todos pelo mal que fez quando foi Paralaxx. O artista ETHAN VAN SCIVER trabalhou em uma versão tendo muito poucas variações atualizada da versão de Gil Kane, talvez a maior nao fazendo a parte verde do uniforme estendendo-se até o quadril.

Silver Age reviewed: Com a retomada de Jordan no papel de Lanterna Verde, Geoff Johns inicia parceria com o artista brasileiro Ivan Reis, e ambos elevam a popularidade do personagem dentro da DC Comics, a ponto de realizarem um retcom e reformularem a origem do personagem no arco ORIGEM SECRETA, que iniciou em Green Lantern (Vol 4) 30 (2008). Nele, detalhes de como Hal Jordan tornou-se o Lanterna são explorados, e referencias à sua reformulação nas mãos de Gil Kane são feitas. No visual desta história em flashback, IVAN REIS mostra que Jordan passou por um treinamento na Tropa dos Lanternas, e leitor então vê que todos os calouros da equipe usam o uniforme que Kane mostrou em 1959, justificando a variação que o artista fez algumas edições depois. Os cadetes da tropa não possuem a insignia dos Lanternas Verdes no peito, sendo esta area ocupada por um circulo branco somente.

Red Lantern: Hal Jordan também descobriu que a Tropa dos Lanternas Verdes não éra a unica o universo. Em Green Lantern (Vol. 4) #37 (2009) Jordan cruza com os Lanternas Vermelhor, e acaba usando um dos anéis desta tropa. O brasileiro IVAN REIS aqui novamente cria um design para Jordan, desta vez, ostentando o simbolo dos Red Lanterns, com variações do visual de Schiver e detalhes que lembram o que Reis criou para a Tropa Sinestro, e logicamente... vermelho.

Blue/Green Lantern hybrid: Green Lantern (Vol. 4) #38 (2009) da continuidade à descoberta de Jordan de outras Tropas simbolizadas por cores diversas. Na edição, o heróis conhece os Lanternas Azuis, e IVAN REIS mostra uma curiosa fusão dos trajes dos Lanternas Verdes e Azuis.

Orange Lantern: Continuando a saga dos lanternas coloridos, Green Lantern (Vol. 4) #42 (2009) apresenta os Lanternas Laranjas. O uniforme aqui foi desenvolvido por PHILIP TAN, que não modificou tanto do visual trabalhado por Schiver e Reis, alterando principalmente as cores.

Black Lantern: A saga dos lanternas coloridos culminou na mini-serie BLACKEST NIGHT (A Noite mais Densa) onde todas as tropas, que tem sua origem energetica oriunda da criação do universo, precisam se unir para combater os Lanternas Negros. Em Green Lantern (Vol. 4) (2009) #50, o design criado pelo brasileiro JOE PRADO (e aqui ilustrado por Doug Mahnke) mostra Jordan portando o anel negro, e o visual é assim, completamente escuro, tendo como contraste unicamente o simbolo dos Lanternas daquela cor.

White Lantern: Na reviravolta da trama do combate aos Lanternas Negros, Blackest Night #8 mostra Jordan e os outros heróis que foram tomadas pela energia dos anéis negros libertando-se, tornando-se momentaneamente portadores dos anéis energeticos de energia branca. Com design criado por JOE PRADO, e aqui ilustrado por Ivan Reis, Jordan está com o mesmo visual classico e revisado de Rebirth, mas com variações em detalhes nas botas e luvas, com

Sinestro Corps: Após Blackest Night, a tropa dos Lanternas esteve abalada, e em uma atitude desesperada para deter uma massiva rebelião dentro dos Lanternas Verdes, Jordan e seus outros companheiros lanternas verdes terráqueos se veem obrigados a usarem os anéis energéticos de outras Tropas que foram apresentadas durante os números anteriores. DOUGH MAHNKE desenvolveu a Jordan um visual híbrido do traje dos Lanternas Verdes e da Tropa Sinestro (os Lanternas Amarelos). Isso foi mostrado em Green Lantern (Vol. 4) #65 (2011)

Post-Flashpoint: Justice League (Vol. 2) #1 (2011) será o marco do "reboot" do Universo DC após a saga FlashPoint, onde tudo no universo de personagens da editora se modificará. Inclusive os designs de muitos personagens. Nesta versão revisada e até então inédita, JIM LEE elabora detalges de relevo, como uma armadura, na area verde dos ombros e tronco do traje do personagem.

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Lanterna Verde: o histórico do Gladiador Esmeralda

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Na transição da Era de Ouro para a Era de Prata, foi comum as releituras completas de personagens, mudando suas origens, identidades e, em alguns casos, até formas de utilizar seus poderes. Um dos casos mais drásticos desta mudança foi o Lanterna Verde, personagem que está em evidência tanto no Brasil, onde começa a fase da origem de Hal Jordan, e nos EUA, onde começa o mega evento A Noite mais Densa (Blackest Night). Claro que todo e qualquer personagem está sujeito a mudanças no decorrer dos anos, das quais praticamente ninguém escapou, mas as decisões editoriais parecem sempre querem mudar totalmente os conceitos de alguns personagens de tempos em tempos – algo que transformou o Lanterna numa das maiores vítimas destes enganos dos editores.

A história dos Lanternas Verdes, desde 1940 até agora, passou por grandes sagas e quedas de vendas absurdas, causando inclusive cancelamentos. Vamos reanalisar a patente dos Lanternas para a cultura pop e entender tudo isso. Para começar, aí vai a encarnação original do primeiro herói, nos anos 1940.

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A idéia era muito simples: uma versão super-heróica de Aladdin e a lâmpada mágica. A princípio, o personagem inclusive se chamaria Alan Ladd (sério!), mas acabou sendo mudado para Alan Scott, até para evitar confusão com o ator Alan Ladd. De qualquer forma, a história de um vigilante mascarado que usava um anel mágico que fazia suas vontades não tardou a fazer sucesso, e logo Alan Scott ganhou sua própria revista.

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Depois, muitas coisas foram acontecendo, tais como Alan ganhar um sidekickengraçado, Dolby Dickles, e até um cachorro: Streak o Cão Maravilha, que até foi capa da revista mensal em algumas vezes.

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O engraçado de se notar nas histórias dessa época é que Alan, mesmo tendo uma arma poderosa, combatia os criminosos como qualquer cidadão comum, usando o anel de Lanterna apenas para voar e iluminar lugares escuros. A desculpa da época era de que, usando seus poderes para fazer construtos e outros poderes mais fortes, a história acabaria rápido demais. Nunca se viu Alan Scott fazer um construto nessa época.

Sua revista fez sucesso e durou até 1949, além do personagem continuar estrelando a revista All American Comics, onde apareceu pela primeira vez. Sua revitalização, comHal Jordan, só foi acontecer 10 anos depois.

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Julius Schwartz retirou toda coisa mágica de Aladdin do personagem e começou algo totalmente novo. O único conceito original mantido na nova versão era o nomeLanterna Verde, além, é claro, do anel que respondia aos desejos de seu portador. É curioso notar que este novo Lanterna tinha muito a ver com o personagem Gray Lensman, de Doc Smith.

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O novo Lanterna era o fruto da imaginação científica de Schwartz: o destemido e puro Hal Jordan ganho seu anel de um alienígena moribundo que caiu na Terra com sua nave. Foi aí que se densenvolveu o conceito da Tropa dos Lanternas Verdes, apresentando, aos poucos, outros Lanternas, os Guardiões do universo e tudo mais que conhecemos hoje.

A partir dai era comum ver o personagem se envolvendo com outros membros da Tropa em aventuras na Terra e fora dela. O conceito ganhou os fãs e fez um grande sucesso.

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No fim das contas, as vendas começaram a cair mais uma vez, e com força. Hal Jordan, nesta época, tinha a mesma origem e vida que conhecemos em séries mais recentes, como a Nova Fronteira, de Darwyn Cooke. Com a queda de vendas, o escritor John Broome começou a mudar drasticamente o personagem constantemente, dando-lhe novos empregos e namoradas, mas nada funcionou. Então, Schwartz finalmente decidiu fazer uma total revolução na revista, a começar pela equipe criativa. O Arqueiro Verdefoi colocado no título, transformando a revista em um título de equipe, e não mais de um herói solo, com histórias mais focadas em “assuntos da vida real”. Mais uma vez, um personagem passa por uma total revolução.

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Muito já foi escrito sobre o quanto a fase de Denny O’Neil Neal Adams em Green Lantern/Green Arrow (Lanterna Verde/Arqueiro Verde) significa para os quadrinhos e para a cultura pop. Entretanto, nao é esse o foco – esta história fica pra uma próxima vez.

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Verdade seja dita, tudo que as pessoas disseram sobre a significância do título para o mundo era real, porém, em termos do Lanterna Verde em si, era tudo meio bobo ainda.

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Nas transposições de Denny O’Neil dramatizando o mundo real nas HQs, ele constantemente mostrava um Hal Jordan fraco, cheio de dúvidas e até estúpido. Com isso, o leitor acabava desejando que o personagem passasse por cima de seus medos e utilizasse sua famosa força de vontade.

De qualquer forma, apesar de todas as premiações, nem isso conseguiu salvar Lanterna Verde do cancelamento – a revista terminou na edição #89. Muito mais do que Alan Scott tinha conseguido, é claro. Anos depois, o título seria revivido mais uma vez, ainda com Hal e Oliver QUeen, mas desta vez em histórias com mais foco em ficção científica, conceito fundado por Schwartz-Broome.

Até deu certo, mas assim como ter um Lanterna lidando com assuntos sociais do planeta Terra, era bizarro ter o Arqueiro Verde agindo fora de sua alçada, tornando-o meio “inútil”.

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Depois de alguns anos meio sem direção, foi decidido que o Lanterna Verde seria um título solo mais uma vez.

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A ênfase novamente era em histórias espaciais e a Tropa dos Lanternas Verdes, que teve várias histórias de fundo e às vezes alguns especiais.

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No fim das contas, depois de tantas mudanças, ninguém sabia o que fazer com o título. Várias tentativas foram feitas e nada parecia agradar os leitores. Com isso, foi decidido que tudo deveria voltar ao básico, e Hal ficou exilado no espaço.

Depois voltou para casa…

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Depois foi substituído por John Stewart

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Depois Guy Gardner se tornou o Lanterna reserva de John Stewart…

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Depois Hal Jordan voltou, mas junto a John Guy, a revista voltou a ter uma equipe…

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E assim foi. A parte boa é que muitas destas histórias eram realmente boas: o run deLen Wein Dave Gibbons, seguido por Steve Englehart John Staton, tornou a revista Green Lantern extremamente estável, indo da edição #172 até #224 sem nenhum problema, além dos anuais. Essa fase é a favorita de muitos leitores até hoje. Porém, vale lembrar: o Lanterna nunca escapou de reboots, que aconteceram de forma sutil durante essa fase.

Então a DC decidiu que iria aproveitar o sucesso de Englehart Staton para continuar a sua mitologia dos Lanternas em sua nova aposta comercial: a revista Action Comics, que tinha se tornado semanal.

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O problema era que Englehart Staton não queria utilizar esse formato de complemento da revista, fazendo o Lanterna Verde ir para o limbo mais uma vez. Diferentes artistas se aventuraram nesta época (inclusive um ainda desconhecido Neil Gaiman), fazendo mudanças que não deram em nada.

Depois de um hiato de poucos meses e um ou outro especial, o conceito do Lanterna Verde mais uma vez foi apagado, dando espaço a uma minissérie que ficou muito famosa: o Amanhecer Esmeralda, com o aspecto de “Ano Um” que a DC adora fazer.

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Mais uma vez, tudo voltava ao básico: aventuras espaciais e expansão das galáxias com os Lanternas. Depois, a revista mensal veio de novo, fazendo um rodízio de Hal Jordan,Guy Gardner John Stewart, além do divertido G’Nort.

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E então o sucesso veio novamente, sob a batuta do escritor Gerard Jones.

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Mesmo quando Guy foi chutado da Tropa, ele ainda era popular o suficiente para ganhar sua própria série e continuou como membro da Liga da Justiça Internacional.

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Muitos desses spin-offs eram relançamentos experimentais, mas ainda seguindo a idéia de que os Lanternas Verdes devem estar relacionados ao espaço e aventuras científicas.

Foi aí que veio a controvérsia, a qual todos devem conhecer.

Numa loucura editorial da DC – que até hoje não tem uma explicação lógica – o editorKevin Dooley foi forçado a decretar que todo o conceito do Lanterna estava datado e deveria ser drasticamente reformulado para uma nova gama de leitores.

O ano era 1994, então todos estavam buscando por uma nova Morte do Superman para ganhar milhões de dólares. A esperança era de criar uma grande tempestade publicitária. Gerard Jones então deu a idéia de que, na 50ª edição da revista, algo chocante aconteceria – chocante o suficiente para chamar a atenção de todos mais uma vez. Chega então o escritor Ron Marz, e a infame Crepúsculo Esmeralda, a história que destruiu a Tropa, matou os Guardiões e deixou Hal Jordan mal.

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Crepúsculo Esmeralda dividiu opiniões, como já era de se esperar. Mas, independente disso, atingiu o objetivo que a DC queria, dando abertura para seguir para um outro caminho mais uma vez, desta vez com o novo Kyle Rayner.

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Ron Marz, nesta época, estava começando e tinha conceitos muitos sérios e muita dedicação com o título, tornando Kyle um personagem carismático e, mesmo que muitos neguem sua importância ainda hoje, as histórias da época tinha muita substância e eram bem heróicas, tendo uma série dos pequenos conceitos que os Lanternas já haviam tido durante todos esses anos.

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Interessante notar que, o escritor que era tido por muitos como “o cara que destruiu Hal”, Marz fez muito sucesso com seu run, escrevendo Lanterna Verde do número #48 até #125, sem contar minisséries e especiais. Porém, a nova direção do escritor teve uma série de efeitos colaterais nos personagens da mitologia dos Lanternas.

Guy Gardner, em particular, sofreu muito com isso, passando pelo inferno na DC, até que sua revista foi cancelada. Além disso, Hal Jordan aparecia de vez em quando como o vilão Parallax, até se sacrificar na terrível saga A Noite Final, sendo transformado futuramente no novo Espectro – uma mudança considerada ainda mais errônea do que quando ele virou vilão. Desnecessário dizer o que foi acontecendo com os outros personagens, como Jade Alan Scott, seu pai…

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Você já sabe que, quando tudo se perde, a única solução é “voltar ao básico”, correto?

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E assim tudo começou de novo. Os conceitos dos Lanternas Verdes foram reiniciados, reaproveitados e todos os “re” possíveis e imagináveis a partir daqui. E olha que nem foi o pior caso desses: gente como os X-men, os Novos Titãs e até o Hulk sofreram tanto quanto ou até mais com as incoerências editoriais e balanços de mercado que geralmente ocorrem. E isso nos leva a uma pergunta ainda sem resposta: “por que as pessoas tendem e mexer em conceitos que estão definidos e funcionam bem?“. A resposta, nós só podemos imaginar. Mudanças de leitores, tentativas de popularizar a série, e tantos outros motivos…

O que acontece é que leitores de quadrinhos tendem a ter suas leituras como se fossem universos paralelos de suas vidas, e não apenas uma simples leitura em que tudo pode acontecer. Isso força os criadores a se distorcerem para inventar coisas que chamem a atenção. Portanto, é difícil apagar mais de 60 anos de Lanterna Verde e começar tudo do zero – isso explica renascimentos, mortes, e até certas iniciativas como “Um dia a Mais“. E a DC vem se importando muito com isso ultimamente.

Mas isso também leva a outra questão: “por que simplesmente não fazer a nova versão ao invés de ficar se matando para fazer o que os leitores querem?”. Histórias extra-cronologia têm se mostrado um grande sucesso, tais como Grandes Astros Superman, o universo Ultimate da Marvel, e tantas outras idéias bacanas.

No fim, sendo no Lanterna Verde ou não, só há uma coisa que nos mantêm lendo quadrinhos: são as boas histórias, e não importa como elas venham.

Felipe Morcelli – Multiverso DC (adaptando da fonte - CBR)
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Capitão América: O Primeiro Vingador [resenha]

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Em tempos em que os Estados Unidos estão em baixa mundialmente, Capitão América: O Primeiro Vingador(Captain America: The First Avenger) parecia uma aposta arriscada da Marvel. Afinal, com exceção do próprioTio Sam, não existe personagem mais patriota do que o Capitão, o que poderia prejudicar o desempenho do filme nas bilheterias.

Tal temor se mostrou injustificado. A adaptação do Capitão América para os cinemas, com direção de Joe Johnston e estrelada por Chris Evans, é um grande filme e, apesar de ser ambientado durante a Segunda Guerra Mundial e trazer um herói que usa a bandeira americana como uniforme, consegue de maneira inteligente fugir do patriotismo besta.

O franzino Steve Rogers (criado com incrível precisão por computador) se alista no exército e acaba se tornando o primeiro e único supersoldado, o Capitão América.  Depois de algum tempo precisando provar seu valor, o herói parte para lutar nas frentes de batalha, tendo como alvo a divisão tecnológica dos nazistas, a organização Hidra, comandada pelo Caveira Vermelha (Hugo Weaving).

Embora simples, a história do filme (roteirizado por Christopher MarkusStephen McFeely e Joss Whedon) é também a que melhor explora a evolução de um herói entre os filmes da Marvel até o momento. Conhecido por seus papéis mais leves, Evans costuma ser visto como alívio cômico ou vivendo tipos mulherengos. Em seu primeiro papel mais sério com real destaque, o ator se saiu muito bem, representando com fidelidade o idealismo e determinação do personagem, não deixando de lado características mais comuns como a timidez.


Indo contra a maré dos quadrinhos, onde Bucky Barnes vem sendo o centro das atenções por anos, o filme utiliza pouco o personagem, vivido por Sebastian Stan. Quem se relaciona bem mais com Steve Roger éPeggy Carter, interpretada pela linda Hayley Atwell, que apresenta a segunda melhor atuação da produção.

Tommy Lee Jones vive o Coronel Chester Phillips, que comanda a unidade onde o Capitão América e seus companheiros servem. Jones, como sempre, desempenha o cara invocado, mas engraçado, rendendo as melhores tiradas do filme. Sua unidade, aliás, acaba por ser uma versão modificada do Comando Selvagem, nos quadrinhos liderado por Nick Fury. Vários integrantes do Comando estão na adaptação, mas seus nomes mal são citados, o que é um mau hábito dos filmes da Marvel. Entre eles está até mesmo um certo James Montgomery Falsworth (vivido por JJ Feild), nas HQs a identidade secreta da primeira encarnação do herói britânico Union Jack.

Um dos pontos positivos do filme é a atenção dada a personagens que nas HQs mal foram explorados, mesmo com décadas de existência, caso do Coronel Phillips e também do Dr. Abraham Erskine, o homem que verdadeiramente criou o Capitão América. Tanto o roteiro quanto a interpretação de Stanley Tucci fazem do cientista um personagem excepcionalmente simpático, criando um elo especial entre ele e Rogers, algo que sempre faltou na origem do herói.

Fechando os “mocinhos” mais famosos está Howard Stark, o pai do Homem de Ferro, aqui interpretado por Dominic Cooper. O papel é um pouco apagado, mas divertido, basicamente sendo uma versão de Tony Starkem outra época, servindo mais para justificar alguns avanços tecnológicos e brincar com ideias conhecidas dos fãs. Falando nestes detalhes mais perceptíveis apenas por fãs, preste atenção procurando outro famoso herói deste período histórico, que surge rapidamente.

Do lado oposto, Hugo Weaving se reafirma como vilão no papel do Caveira Vermelha, mas infelizmente não tendo tanto espaço para desenvolver seu trabalho. De qualquer forma, merece elogios principalmente pela habilidade com que consegue fazer o sotaque alemão – mesmo que sempre tenha apresentado um forte sotaque inglês. O visual do vilão também está de parabéns e suas motivações seguem a linha de toda a produção: simples, mas totalmente de acordo com a essência do personagem.

Ao seu lado está outro cientista, Arnim Zola (Toby Jones), sem dúvidas o personagem mais mal aproveitado na trama. O visual já desanima quem conhece a versão original do vilão (embora exista uma brincadeira com isso na tela), mas o que realmente pesa é o modo como a personalidade de Zola é desenvolvida, passando longe do sádico cientista sem o menor pudor em sacrificar humanos em suas experiências. No filme ele é apenas medroso demais.

As cenas de ação não decepcionam. São bem físicas, embora em alguns momentos (poucos, é verdade) os efeitos especiais sejam um tanto artificiais demais. Há bastante espaço para o (inevitável) uso do escudo do Capitão, que ainda usa armas, escolhendo o caminho mais realista do Universo Ultimate, para não dizer lógico, afinal de contas o homem é um soldado no meio da guerra!

Os armamentos fantasiosos apresentados têm um ótimo visual, retrô e futurista ao mesmo tempo, conseguindo prestar homenagem ao traço de Jack Kirby em alguns momentos. O visual do filme é muito bem cuidado, convincente e bem trabalhado, o que não é nada surpreendente, já que o diretor trabalhou na produção do primeiro Indiana Jones e dirigiu outra adaptação de HQs ambientada no mesmo período histórico: Rocketeer. Há até espaço para uma brincadeira com Jones.

A trilha sonora de Alan Silvestri, por outro lado, é cheia de altos e baixos. Em alguns momentos consegue transmitir o clima da época e em outros parece uma repetição de outras trilhas, sejam do próprio Silvestri ou de outros compositores. Mas ainda se sai melhor do que o 3D pós-produção, que como sempre é totalmente inútil.

Junto do primeiro Homem de FerroCapitão América: O Primeiro Vingador é o mais consistente e equilibrado filme da Marvel. Cheio de diversão, sem medo de se mostrar uma aventura como as dos quadrinhos de antigamente, mas nunca ficando ingênuo demais no caminho. Um lembrete: existe sim uma cena (para não dizer trailer) pós-créditos, que, infelizmente, não foi exibida para os jornalistas.

Elenco: Chris Evans, Hugo Weaving,  Sebastian Stan, Hayley Atwell, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Dominic Cooper,  Toby Jones. Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely e Joss Whedon. Direção: Joe Johnston.

Por Leonardo Vicente Di Sessa(HQManiacs)
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